Capitalismo

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O QUE É ISSO COMPANHEIRO? (Filme)

HISTÓRIA DE UM BRASIL NUMA CORTINA DE FERRO

          Fernando Gabeira, escritor, jornalista e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro (1998-2010), nascido em 1941, é mineiro de Juiz de Fora e carioca por opção desde 1963. É pai de duas filhas: Tami e Maya.
Durante a ditadura no Brasil, ingressou na luta armada contra a ditadura militar. Foi preso e exilado.

          Em dez anos de exílio, esteve em vários países. Testemunhou no Chile, em 1973, o golpe militar que derrubou Salvador Allende. Mais tarde, retrataria a queda e o assassinato de Allende em roteiro para a TV sueca. Na Suécia, país onde viveu mais tempo durante o exílio, exerceu desde o jornalismo, principalmente na Rádio Suécia, até a função de condutor de metrô, em Estocolmo. Quando da anistia voltou ao Brasil no final de 1979. Nos anos seguintes, Gabeira dedicou-se a uma intensa produção literária, construindo as primeiras análises críticas da luta armada e impulsionando no Brasil temas como as liberdades individuais e a ecologia. Livros como O que é isso Companheiro e várias outras obras. O Que é Isso Companheiro se transformou em filme. Que foi indicado para o Oscar como de “melhor filme estrangeiro”. 

Isso que fez o Gabeira, vários outros brasileiros, também foram valorosos e  deram sua contribuição para a restauração da democracia no Brasil. Mas, infelizmente outros, foram mortos ou ainda estão desaparecidos. Anônimos e personalidades que lutaram contra a ditadura, para o restabelecimento de nossa Democracia.

          Tanto o filme como o livro retrata uma sociedade brasileira envolta em tempos difíceis para as liberdades individuais. Com a instituição do AI-5. Este momento brasileiro ficaram conhecidos, como "Anos de Chumbo", que é a designação do período mais repressivo da ditadura militar no Brasil, tendo início em 1968 , com a edição do AI-5 em 13 de dezembro daquele ano, até o final do governo Médici, em março de 1974

          O filme pode ser uma ficção, porém é História na medida em que reflete oculta, traduz e manifesta elementos muito além do seu conteúdo. Nesse sentido, o objetivo aqui é pontuar alguns desses elementos, relacionando os com o contexto político-social do período que pretende retratar e os embates de memória do período em que é produzido. A trama gira em torno do sequestro do embaixador norte-americano, Charles Elbrick. 

          A ação foi empreendida pelos grupos revolucionários MR8 e ALN4 , em setembro de 1969, que pretendiam trocá-lo por 15 presos políticos. Podemos observar a “licença poética”. No entanto, os fatos retratados são verídicos  e boa parte dos envolvidos na “história real” têm sua identidade mantida na ficção, assim como as datas, locais e a coesão cronológica desses fatos. 

José Marcelino de Sousa
Professor de História

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: www.historia.uff.br - Abril de 2017 – jms/JMS

sábado, 4 de fevereiro de 2017

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

PEQUENAS HISTÓRIAS DO DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA E DO BRASIL

DESCOBRIMENTO DO BRASIL
Conta se que em um tempo em que não se acreditava que a terra era redonda, as pessoas tinham medo de fazer grandes navegações. Pois acreditavam que dentro dos mares viviam grane monstros. Este monstros e engoliam toda e qualquer pessoa, que por acaso insistisse em desafiar o ato de navegar por estes mares tenebrosos.
Essa crença era lá pelos anos de mil quatrocentos e tantos......

Por esse tempo não se tinha noção de essas terras aqui, existissem.
Só depois do descobrimento do Mundo Novo  por um italiano a serviço da Espanha, chamado Cristóvão Colombo, que ficou se sabendo dessa existência. Foi, então, que um outro grande navegador, confirmou a descoberta de Colombo. Ele se chamava Américo Vespúcio. Só assim todo mundo acreditou  e reconheceram definitivamente a existência dessas terras. Aí, portanto, para homenagear esse Américo Vespúcio, resolveram chamar essa novas terras de Continente Americano.

Para compreendermos melhor essa questão é necessário que observemos alguns episódios anteriores ao anúncio das terras brasileiras. No início de 1500, a Coroa Portuguesa enviou uma expedição que deveria buscar mais um precioso carregamento de especiarias vindo de Calicute, Índia. Essa nova empreitada marítima seria liderada pelo experimente navegador Pedro Álvares Cabral e contaria com a presença do cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira.

Há um questionamento, quanto a data deste descobrimento do Brasil. Pois, bem ante já tinha sido assinado um acordo entre a Coroa Portuguesa e a Coroa de Castela. Esse acordo se chamou de Tratado de Tordesilhas.

TRATADO DE TORDESILHAS
O Tratado de tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de junho de 1494, la para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa de Castela, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que um ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica (1474-1504).

O tratado definia como linha de demarcação o Meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo.

Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, a Castela. O tratado foi ratificado por Castela a 2 de julho e por Portugal a 5 de setembro de 1494.

A DESCOBERTA DO BRASIL
Os relatos dessa viagem de Cabral pelo Oceano Atlântico não fazem menção a nenhum tipo de grande dificuldade ou imprevisto. No dia 22 de março os navegadores passaram pela Ilha de Cabo Verde e, logo depois, rumaram para o oeste ao encontro do “mar longo”, nome costumeiramente dado ao Oceano Atlântico. Após um mês de viagem e aproximadamente 3600 quilômetros percorridos, os tripulantes da expedição cabralina encontraram os primeiros sinais de terra.

No dia 22 de abril de 1500, no oitavo dia da páscoa cristã, os tripulantes tiveram um primeiro contato visual com um elevado que logo ganhou o nome de Monte Pascoal. Nos relatos de Pero Vaz de Caminha, um dos integrantes da viagem, esse nome é refutado quando o “biógrafo da viagem” afirma que a região ganhou o nome de Vera Cruz. Ao longo desse mesmo relato não existe nenhuma menção sobre um possível encantamento com a “nova” descoberta.

Aportarem nas margens do Rio Frade, de onde enviaram um tradutor judeu chamado Gaspar Gama para entrar em contato com os nativos. Depois de um primeiro contato com os índios, a esquadra decidiu aportar de vez em uma região mais segura, onde hoje se localiza o município baiano de Santa Cruz Cabrália. Em terra firme, os colonizadores lusitanos organizaram uma missa pascoal dirigida pelo Frei Henrique de Coimbra.

A celebração, que oficializou a “descoberta” dessas novas terras. Com essa missa, os portugueses abrirão caminho para mais espaço de conversão religiosa para a Igreja. Em um primeiro momento a terra ganhou o nome de Vera Cruz, mas logo foi substituído por Terra de Santa Cruz. Em uma última modificação do nome das novas terras, os colonizadores lusitanos decidiram nomeá-la como “Brasil” em face da grande disponibilidade de pau-brasil na região.

No dia 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral desmembrou a sua esquadra e partiu para as Índias. Gaspar de Lemos recebeu ordens para que retornasse para Portugal portando as notícias contidas no relato de Pero Vaz de Caminha. Neste documento, havia informações gerais sobre a região explorada e algumas prospecções sobre o potencial econômico local. No entanto, somente três décadas mais tarde, os portugueses iniciaram as atividades regulares de colonização no Brasil.
José Marcelino de Sousa
Professor de História


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  http://brasilescola.uol.com.br/historiab/descobrimento-brasil – jms/JMS

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA

PEQUENAS HISTÓRIAS DO DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA E DO BRASIL

DESCOBRIMENTO DO CONTINENTE AMERICANO

Conta se que um jovem italiano teve que abandonar sua terra natal e se esconder em terras distantes. Pois tinha se envolvido em sua cidade com uma mulher de uma autoridade importante. Isso é lá pelos idos do ano de 1400 e tantos......
Esse jovem em aventura acabou chegando à Escola de Sagres em Portugal. Tinha escutado em um determinado lugar que o planeta terra era redondo. Coisa que para aquela época não era bem aceita, ainda. Esse garoto acabou convencendo outro, também jovem chamado Cristóvão Colombo.
Baseado então, na “redondeza” da terra, Cristóvão Colombo começou a imaginar uma viagem para as Índias, que não tivesse que pagar o auto pedágio à cidade de Constantinopla (Turquia) para comprar as especiarias.
Como a Escola de Sagres ficava em Portugal ele tentou falar com o Rei de Portugal sobre as suas intenções. Mas, o rei achou uma ideia extravagante. Imagine navegar em linha reta pelo o Oceano Atlântico. Pois era um mar desconhecido. Com muitos monstros e água quente. Porque o sol nascia no final do mar. Saía de dentro do mar. Era assim que se pensava naquela época.

Não aceito em Portugal, o jovem Colombo teve a ideia de ir falar com o Rei da Espanha. No início teve problemas para que aceitassem a sua ideia.

Cristóvão Colombo, figura de suma importância na descoberta da América, nasceu em Gênova – Itália. No ano de 1451. Pertencente a uma rica família de artesãos.
Não se tornou, porém, um intelectual, interessando-se pelos conhecimentos referentes à navegação e à cartografia, vindo a ter sua primeira experiência no mar aos 10 anos de idade.
Aos 25 anos, já no ano de 1476, foi vítima de um naufrágio ao longo do Algarves – Portugal, quando se encontrava no interior de uma caravela comercial flamenga. Em consequência deste incidente Colombo acabou indo para Lisboa, capital de Portugal. Onde morava seu irmão Bartolomeu. Viveu ali por um tempo razoável para que se casasse com uma portuguesa rica, natural da Ilha da Madeira.
Somente no ano de 1492, com 41 anos de idade, Colombo realiza seu sonho de explorar os mares, com o consentimento dos Reis Católicos de Aragão e Castela – Fernando II e Isabel I, que lhe deram total liberdade para agir.
A Expansão Marítima era de total interesse dos reinos europeus, com destaque para Portugal e Espanha, os mais interessados em ampliar suas possessões territoriais e descobrir novos caminhos marítimos como alternativas para a realização do comércio.
O objetivo maior era alcançar as Índias – nome que abrangia todo o Oriente, grande abastecedora de especiarias e um novo ponto comercial de consumo.
A Armada da primeira viagem de Colombo, constituída pelos navios Santa Maria, Pinta – cujo capitão era Martín Alonso de Pizón e Nina – comandada pelo capitão Vicente Yáñez Pinzón,  sai do porto espanhol de Palos em 03 de agosto de 1492.
No dia 12 de outubro ancora em uma ilha denominada pelos índios de Ilha de Guanahaní (América Central), porém batizada por Colombo com o nome de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias. .
José Marcelino de Sousa
Professor de História

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: http://www.infoescola.com/historia/descobrimento-da-america/ - jms/JMS

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

AS REVOLUÇÕES


REVOLUÇÕES

Antigamente se entendia que a Terra era o centro do universo. Ou seja, os demais astros giravam em torno da Terra. Mas, no século XVI, um padre holandês, chamado Nicolau Copérnico, em seu livro “Das Revoluções das Esferas Celestes”. No ano de 1543, afirmou que a Terra era redonda e que era ela que girava em torno do Sol. Além disso, Copérnico disse também, que o sol era o centro de um Sistema e este sistema era composto por  planetas, que viviam na órbita do sol. Dessa maneira, ficou confirmado o heliocentrismo. Ou seja, o Sistema Solar. Do qual o nosso Planeta terra faz para deste Sistema.
A partir de então, a palavra REVOLUÇÃO passa a ser usada com mais constância. Explicitando e provocando, mudanças de comportamento no entendimento e no modo de agir das pessoas.
Portanto, revoluções acontecem notadamente e com elas as mudanças vão se apropriando do imaginário humano e fazendo as transformações que apetecem para cada fato histórico marcante.

ALGUMAS DESTAS REVOLUÇÕES

A REVOLUÇÃO FRANCESA: Como o nome diz, ela aconteceu na França, que tira a monarquia do poder e vai colocar pessoas comuns para governar o país francês. A Revolução Francesa teve seu início em 14 de Julho de 1789. Com a Queda da Bastilha. Com o Lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. 
       A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. Mudanças, vão acontecer. Estas mudanças, iriam  influenciar outros países do mundo inteiro.
A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas. Podemos até dizer que a grande maioria deste terceiro estados eram os oriundos dos antigos “servos”.
CAUSAS: Tomada da Bastilha - Girondinos e Jacobinos - Monarquia constitucional - República jacobina – Robespierre - Burguesia no poder - Napoleão Bonaparte

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: Muda completamente os modos de produção. Até então, tínhamos a produção desenvolvida manualmente por artesãos ou homens de ofício e a força principal era a de tração Animal. Com o advento da Revolução Industrial, aparecem os maquinários e ferramentas modernas, que facilitam a produção. Surgem as fábricas e as produções em series.

REVOLUÇÃO SOCIALISTA: Temos notícias de seu acontecimento na Rússia, que está completando 100 anos. Lá pelo início do século XX. O Século XX iniciou em 1° de janeiro de 1901 e terminou em 31 de dezembro de 2000.

A REVOLUÇÃO MEXICANA: Tinha o slogan “Tierra y Libertad”. Foi um movimento anti-latifundiário, anti-imperialista e armado que teve inicio em 1910 com uma revolta liderada por Francisco I contra o general Porfirio Diaz. Porfirio Diaz, foi um ditador mexicano em 1876 até 1880 e depois em 1884 à 1911. Foi a primeira das grandes revoluções do século XX.  A Revolução Mexicana teve outros personagens. Como, Francisco Madero, componente de uma elite que fazia divergência ao governo anterior. Nesta época a população mexicana tinha 70% de analfabetos. Com o passar dos anos, o governo não realizou suas promessas e os camponeses acabaram se revoltando. Queriam uma Reforma Agrária. Diante disso, dois camponeses tiveram maior destaque na oposição ao governo de Madero, Emiliano Zapata e Francisco Pancho Villa. Emiliano Zapata reagiu a vários governos que sucederam no México. O primeiro foi o governo de Madero, depois veio o de Victoriano Huerta e, por fim, o governo de Venustiano Carranza.

OUTRAS REVOLUÇÕES: Revoluções Inglesas, Revoluções e Reformas Religiosas. E, particularmente as revoluções Brasileiras, que estudaremos oportunamente.

José Marcelino de Sousa
Professor de História


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: http://www.suapesquisa.com/francesa/ - https://www.resumoescolar.com.br/historia/revolucao-mexicana-de-1910/ - jms/JMS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A ORIGEM DO DIA DA MULHER

INTRODUÇÃO

 Há controvérsias quanto ao posicionamento de capitalistas e socialistas com relação ao fato marcante e monstruoso praticado contra essas mulheres. No entanto, a ONU oficializou a data de 8 de março. Pondo fim a possíveis discordâncias dissimuladores.

DATA
No dia 8 de março de 1857, tecelãs (pessoas que trabalhão em fabricas de tecidos) , na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, realizaram uma marcha por melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária e igualdade de direitos.

O FATO
Na época, a jornada de trabalho feminino chegava a 16 horas diárias.
Os salários chegavam a ser 60% menores que os dos homens.
Além disso, muitas sofriam agressões físicas e sexuais.
As manifestantes foram trancadas na fábrica pelos patrões, que atearam fogo no local, matando cerca de 130 mulheres. 

PROPOSIÇÃO
O Dia da Mulher foi proposto diversas vezes. A primeira dela, nos Estados Unidos, em 1909, 28 de fevereiro, foi organizada pelo Partido Socialista da América. A data variava de país a país, e de ano a ano, por conta da conveniência - o ideal era fazê-la cair num domingo. Assim, em 1914, foi a primeira vez que a data foi celebrada em 8 de março. No ano seguinte, seria dia 7. Por esses tempos, a maior causa feminista era a conquista do voto. 
A União Soviética fixou o 8 de março. Uma greve das trabalhadoras de Petrogrado (atual São Petersburgo), aconteceu em 8 de março de 1917 (ou 23 de fevereiro, no antigo calendário juliano que seria substituído após a revolução). A greve foi foi considerada um dos chutes iniciais da revolução que os levaria ao poder. Assim, Lênin tornou a data um dia comemorativo oficial da União Soviética, ainda em 1917. Na Terceira Internacional Socialista, em 1922, a data foi compartilhada com os demais marxistas do mundo. 
"O Dia Internacional da Mulher continuou a ser um feriado comunista até 1967", afirma Amy Kaplan.  "Foi revivida nos EUA por um grupo na Universidade do Illinois que incluía filhas de comunistas americanos que se ouviram falar do feriado. Desde então, se tornou a ocasião para um novo sentido de consciência feminina e um novo senso de internacionalismo feminista."
Atenção para essa última frase: a origem pode ter sido comunista, mas hoje é uma causa completamente distinta da questão trabalhista, menos ainda criação da ditadura do proletariado. 
OFICIALIZAÇÃO
Em 1975, no Ano Internacional da Mulher, a ONU sugeriu a  adoção internacional dessa data. Seria oficializada pela Unesco em 1977. 
José Marcelino de Sousa
Professor de História


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: http://aventurasnahistoria.uol.com.br/Wikimedia Commons

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

TEXTOS POSTADOS AQUI

TEXTOS POSTADOS NO MEU BLOGUE
M A R C B R A N

COM A COLABORAÇÃO: Fernanda Rockembach
MINHA ALUNA:  Do 2º Ano A
ABRIL DE 2017
Estes textos são de minha própria autoria, sempre apoiado em suas devidas bibliografias. São destinados aos meus próprios alunos para apoio em suas pesquisas ou elaborações de pesquisas.  Todos são precedidos de explanações gerais no decorrer dos respectivos conteúdos programáticos

1.     A ORIGEM DO DIA DA MULHER
2.     AS REVOLUÇÕES
3.     DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA
4.     DESCOBRIMENTO DO BRASIL
5.     O QUE É ISSO COMPANHEIRO (O Filme)
6.     PROTÁSIO DE CARVALHO
7.     A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO
8.    DEMOCRACIA
9.    ESCOLA SEM PARTIDO
10.  GERMINAL
11.   A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NÃO FOI SÓ O GRITO DO IPIRANGA - A  BATALHA DE JENIPAPO
12.   REVOLUÇÃO SOCIALISTA DA RÚSSIA (Dr.  Jivago – O Filme)
13.   OS PERÍODOS E A DIVISÃO DA HISTÓRIA
14.   A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
15.   A BANDEIRA DO BRASIL
16.   INSURREIÇÃO PERNANBUCANA
17.   AS ORIGENS DO BRASIL
18.   BRASIL
19.   BRASIL DE 1964
20.   COTIDIANO ESCOLAR DO CE PROTÁSIO DE CARVALHO
21.   CURITIBA
22.   AS AMÉRICAS
23.   ARGENTINA
24.   BATA BATE (Zé Ramalho)
25.   A MISSÃO ( O Filme)
26.   AMÉRICA DO SUL
27.   INGLATERRA
28.   ITATIAIA
29.   MESOPOTAMIA
30.   OS CONTINENTES
31.   ZAPATA
32.   O CONTINENTE AMERICANO
33.   PARANÁ
34.   PRO QUE ESTUDAR HISTÓRIA
35.   ROUSSEOU
36.   CIDADÃO (Zé Ramalho)
37.   TIRADENTES
38.   SINÔNIMO (Zé Ramalho)
39.   RUGBY
40.   PRA DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES (Geraldo Vandré)
41.   SAUDADES DO  OPA (APP- Sindicato)
42.   CELULAS TRONCO (o ser humano e as células)
43.   CELULAS TRONCO (Tecnologias e promessas)
44.   CELULAS TRONCO (Embrionárias)
45.   CELULAS TRONCO (A Igreja Católica)
46.   ORIGEM DA VIDA
47.   O QUE É SER, SER HUMANO
48.   QUESTÃO DE GENERO (A Sociedade)

49.   QUESTÃO DE GENERO (Na Escola)

sexta-feira, 1 de março de 2013

CRÔNICA DA BOLA VII


VIVA A DIVERSIDADE
No meu tempo – que, convenhamos, nem faz tanto tempo assim – o auge da galhofa era
ridicularizar o sujeito afeminado. O alvo preferido das chacotas, na escola e nos bairros, nas
brincadeiras de criança, era sempre aquele amiguinho mais gentil, mais sensível, que não brigava,
não xingava, não era grosso nem rude. Bastava ter um trejeito um pouco diferente e já lhe caía a
pecha de viado, gay, bicha, bichinha, boiola, baitola, traveco e assim por diante.
Nos anos 80-90, Luís Roberto Gambine Moreira, a famosa Roberta Close, era motivo de
escândalo, criadora de polêmicas. Mudar de sexo era tabu. Coisa do demônio. Atualmente, e já não
era sem tempo, essa mentalidade vem mudando. Antigamente era vergonhoso ser viado, gay, bicha
e ainda por cima gostar de pessoas do mesmo sexo – tanto que a maioria, de fato, escondia suas
preferências sexuais. Hoje não. Existe quase que um orgulho em torno da homossexualidade e da
liberdade. As pessoas estufam o peito e saem às ruas, em passeatas GLBT, marcha das vadias e
outras, dizendo, com entusiamo “o corpo é meu, eu faço dele o que eu quiser”.
Nosso time não poderia ficar fora dessa. É o sinal dos novos tempos. Poucas décadas atrás,
por exemplo, seria ridículo para um jogador sério desfilar em campo ostentado, graciosamente,
chuteiras amarelas, verdes, vermelhas, roxas ou cor de rosa. Agora é o que mais tem. Newton que o
diga: o mineiro mais macho da nossa equipe maltrata a pelota com sua bela chuteira número 44 na
cor pink. Cabelos coloridos, penteados arrepiados, diferentes e espetados que identificávamos,
invariavelmente, como “modelo chitãozinho e chororó” são agora o suprassumo da elegância.
Importa estar na moda. Destacam-se, nesse quesito, as belas madeixas do igualmente formoso
goleiro Alexandre Bozo. Vovó Mafalda deve estar orgulhosa. Outra importante revolução deu-se na
indumentária. Envergar camiseta de regatas sempre foi relacionado ao bissexualismo. Agora é
normal. A relação com o corpo também mudou. Antes era motivo de espanto o uso do silicone.
Seios expandidos por até 250ml, cujas próteses caríssimas pouco duravam, eram raridade. Porém,
em pleno 2013, quem já não conhece uma amiga (ou amigo) que aderiu ao tal artefato sensual?
Nosso último jogo foi a prova concreta dessa argumentação. Descobrimos a causa da
revolução futebolística de nosso mais surpreendente atleta Tiago, vulgo machão do protocolo.
Quando começamos a nos reunir para as partidas, no ano passado, ele era lento, ele era ruim, ele
não jogava nada. De repente, tudo mudou: Tiago foi ficando veloz, mais forte e, em algum dado
momento, não pisava mais na bola, não furava, não caía sentado. O que teria ocorrido? Que
transformação interna estaria acontecendo, longe dos olhos de todos? Logo tudo ficaria esclarecido.