quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
CRÔNICA DA VI
NEM SÓ DE GOL VIVE O FUTEBOL
O grande rei Pelé, vulgo Edson Arantes do Nascimento, tido e havido como a maior lenda
viva do futebol mundial não é, nem nunca foi, perfeito. Dentro e fora dos gramados, teve seus
vacilos, suas jogadas mal feitas, seus lances perdidos. Entretanto, como todo grande herói, até os
seus erros entraram para a história na conta de magníficos exemplos para as gerações futuras - cabe
lembrar, como prova do que dizemos, o incrível drible de corpo no goleiro uruguaio Mazurkiewicz
em plena copa de 70; após render o goleiro, Pelé chuta a bola para fora do gol vazio, enquanto o
desesperado zagueiro Ancheta tentava em vão chegar na jogada. Não foi gol. Mesmo assim, esse
momento imortalizou-se, indo parar, para sempre e toda posteridade, com todas as honras, nos anais
das galerias de lances inesquecíveis do futebol mundial.
Da mesma forma, e mais humanamente, o jogador Kléber João Boas Pereira, vulgo Kleber
Pereira (campeão brasileiro pelo Furacão em 2001 e que depois defendeu o Santos), era um
magistral perdedor de gols feitos: driblava a zaga inteira, o goleiro e com o gol aberto, chutava por
cima, escorregava, desistia do lance porque a sua correntinha de ouro da sorte caiu do pescoço...
Para os belos mancebos que nos leem com tanta assiduidade participarem como
testemunhas oculares dos fatos aqui descritos, lembremo-nos do jogador Deivid. Muito
recentemente o atacantezinho razoável do igualmente medíocre timeco do coxa perdeu um gol de
forma inacreditável, em baixo da trave e sobre a linha – motivo pelo qual foi expulso do poderoso
flamengo tendo, como castigo exagerado, sua transferência decretada para o barraco alvi-verde dos
coxinhas.
Por essas e outras, chegamos ao ponto. A partida realizada na última quinta feira teve como
destaque e algoz do seu próprio time o veterano Marcelino, vulgo “Romarinho Deivid Gols que
Pelé Não Fez”. A peleja desenvolvia-se, como sempre, dentro da mais calma normalidade. Súbito,
alguém mais inspirado deu-se ao trabalho de criar uma jogada portentosa, carregando a bola com
galardia até a linha de fundo do time adversário. O brilhantismo do lance, porém, terminou aí.
Possuído por algum vírus da irresponsabilidade, esse mesmo gênio resolveu, por ironia do destino
ou pura displicência, cruzar a bola inadvertidamente para o próprio Marcelino. Se foi bobeira, se no
instante lhe “deu um branco”, se foi por deboche, isso jamais saberemos. A verdade verdadeira dos
fatos da vida foi o que se seguiu: Marcelino FURANDO como jamais se furou um dia. Haja mustela
putorius furo, o “furão”, para tentar explicar o inexplicável, haja inacreditável futebol clube, haja
vinheta bobinha do globo esporte!
Perdemos meia hora tentando desentrelaçar as pernas do caboclo. Mas qual nada, logo já
estava “bão” de novo. E pior, muito pior, pronto para outra! No lance seguinte, algum desavisado
cruza novamente para ele que tinha, por honra e dignidade, enfiado na cabeça que só um golaço de
2
calcanhar o redimiria aos olhos do mundo da bola. Já estávamos negociando vender o passe de
Marcelino para o NRE da Área Norte ou, até, o para o Núcleo de Foz do Iguaçu (quanto mais longe,
melhor). Nessa tentativa, já nervosamente postado, o nosso digníssimo atacante mostrou a que veio:
rigorosamente nada! De onde menos se espera, dali é que não sai nada mesmo! O rapaz tentou
matar a bola e essa escorreu, caprichosa e definitivamente rumo a linha lateral. Sem se dar por
vencido que o cidadão é esforçado, disso ninguém duvida, Marcelino corre para a bola e emenda
um belo chute, porém, para o alto. Mais um gol perdido debaixo das traves que, infelizmente para
ele, possuem no máximo uns 2 metros e meio de altura. O famoso “pé de califa” ainda reclamou:
“só fui matar a bola, não como ela subiu tanto.”
Antes de acabar a partida ainda houve tempo para um golpe de calcanhar do meio de campo.
Com Dilangues bem postado na meta, nem coçou, apesar da chuva torrencial que São Pedro
mandava de castigo. Em tempo: os amigos do RH ganharam um nova trilha musical após se
abrigarem ridiculamente das poucas gotas que caíam graciosamente sobre os corpos cansados de
todos: “eu era neném, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim”. Haja pânico de gripe.
E assim o jogo acabou sem belos gols para serem lembrados e sem grandes jogadas. Porém,
houve um fato pra ficar sempre gravado na memória de todos que lá estiveram. Certamente seus
corpos e mentes, cansados e crivados de tantas malogradas tentativas e de tantas enfadonhas
repetições de lances nada promissores serão agraciados por décadas ao se lembrarem do dia em que
Marcelino errou feito Pelé. Se ele joga mal e porcamente como todos nós, pelo menos erra com
estilo. Jogou como todos, mas falhou como o rei.
ps. – desconsiderar o último parágrafo, ele furou feio mesmo. (...)
CRÔNICA DA BOLA V
“MUIMO”
Pense num dia glorioso, em que os anjos do céu descem das alturas entoando hinos de
louvor e despejando graças sobre as perplexas cabeças mortais. Pense nas crianças, entusiasmadas,
sorrindo numa explosão de alegria. Pense na imprensa, atônita; nos repórteres espavoridos correndo
por todos os lados, disputando, aos berros e cotoveladas, o melhor ângulo para registrar o fato
fantástico.
Pense num bando de cagalhões se matando atrás de uma bola. Jogadas lindas e
maravilhosas, lances estupendos, trombadas homéricas. Tudo isso aconteceu na última semana,
quando a chuva caiu impiedosamente e fomos, mais uma vez, forçados a procurar uma quadra
coberta. Desta feita, o local escolhido para o embate situava-se na famosa Rua Cascavel, nas
adjacências do NREAMSUL.
Lastimando a ausência sempre querida do semi-atleta Marcelino, começou a o partida.
Começou e já parou. Minutos após o início do jogo, Dilangues arremeteu um torpedo fulminante.
Arrasadora, a bola subiu feito um foguete alucinado rompendo a barreira do som, indo parar de
encontro ao teto do ginásio onde veio a entranhar-se de modo irrecuperável nas redes protetoras. O
chutão estratosférico estremeceu as fundações do estabelecimento e levou ao delírio a torcida
feminina que lotava os camarotes superiores. Andréa, a mais empolgada, ficou fascinada com o
esbanjamento de categoria do seu romântico “ogro”. Registre-se a presença da secretaria-mor
Gisele, fartando-se de rir do TOP (mini-blusa) em que transformara-se o colete de Dilangues.
Após meia hora de intensa negociação conseguimos outra bola, de modo que a peleja pôde
ser reiniciada. O jogo prosseguiu sem sobressaltos até que 7 dias, 12 horas e quarenta e cinco
minutos depois, Tiago (sempre ele) acordou. Acompanhado de seu irmão caçula, o “meia-armadorprotocolador”
resolveu mostrar serviço. Numa disparada involuntária, incontrolável e perigosa,
Tiago driblou um, driblou dois, driblou três, deu tratos à bola e arrematou com precisão. Um golaço.
O silêncio era total. Um pouco refeito do susto, o goleiro Alexandre “bozo” estava sentado
chorando baixinho, inconformado, não tanto pela plasticidade da jogada, senão pela inusitada
autoria do lance antológico. A incredulidade foi geral. Todos ficaram espantados, inclusive o
próprio Tiago que, evidentemente estarrecido, exclamou: “o que foi que eu fiz?” - nem ele
entendeu.
(CONTINUA ABAIXO)
E o melhor de tudo foi que pudemos ver a peripécia toda em seus mais completos
pormenores, pois o desenrolar da jogada, obviamente, deu-se em slow-motion. O “guepardo” do
protocolo levou exatas três horas, dois minutos e dez segundos para terminar de concluir a jogada.
Enquanto isso, Newton foi ao banheiro e, quando voltou, a situação já era desesperadora. O
que se seguiu foi um massacre. Dezenas de jogadas indescritíveis que, sucedendo-se aos montes,
culminaram na derrota histórica, visceral, soberba, maiúscula e acachapante imposta ao time dos
“Amigos do Rh”.
Pense comigo. Imagine cinco pobres almas sofrendo horrores. Imagine um pequeno
engenheiro sendo constante e repetidamente arremessado contra os pilares da quadra, com suas
belas madeixas negras chocando-se duramente contra o puro concreto das paredes. Imagine um time
desnorteado, perdido em quadra. Imagine a desolação. Imagine homens adultos chorando
convulsivamente. Feche os olhos e poderá até ouvir seus soluços, a respiração ofegante. Imagine a
humilhação. Imagine a dor da perda. Como é triste a derrota, como é gostoso o sabor da vingança.
Ontem choramos, agora sorrimos. No jogo passado perdemos, mas nesse “moemos”!
CRÔNICA DA BOLA IV
A MAIOR CRÔNICA DE TODOS OS TEMPOS
Que esse pobre cronista que vos fala escreve um pouquinho, todo mundo sabe. Mas também
não é assim, digamos, “aquela coisa toda” a ponto de poder sair por aí cantarolando aos quatroventos ter sido o feliz autor da maior crônica jamais escrita nesse brasilzão de meu Deus. Todavia, o
pior é que é verdade. Senão pelo reduzido número de linhas, tampouco pela quantidade de assunto
significativo e interessante para qualquer pessoa (contanto que não seja um completo desocupado!),
o fato é que essa pequena página contém o maior número de jogadores já concentrado no
pequeníssimo espaço do campo do SEST/SENAT.
Tudo começou como sempre, com os atrasos habituais: não tinha bola, não tinha goleiro, o
churrasqueiro não veio. Até aí tudo bem. Uma sexta-feira de futeba como tantas outras – exceto pela
presença estrondosa da bela torcida feminina que se fez presente em número incalculável (uma meia
dúzia). De alguma coisa elas sabiam, quem acreditaria que tinham ido só pra ver a gente jogar?
Começa a partida, jogo morno, erros de sempre, um gol aqui, um frango ali. Tudo normal.
De inusitado a comemoração do gol de cavadinha do artilheiro Fabinho, que fez uma ala da torcida
representada pela Rosane quase rasgar as vestes numa comemoração apaixonadamente convulsiva.
Em tempo: para sermos didáticos, dado que as aulas voltarão em breve e, ao mesmo tempo,
por que precisamos expandir o já expressivo número de leitores desse semanário esportivo,
explicamos, para aqueles que não sabem o significado do termo, que uma “cavadinha” consiste
meramente em colocar o pé sob a bola elevando-a carinhosamente de modo a encobrir o adversário,
de preferência um incauto goleiro pois, nesse caso, a redonda deverá inexoravelmente balançar as
redes, o que se registra carinhosamente sob a alcunha de gol ou “tento”. Uma variação etimológica
dessa nomenclatura apelida a cavadinha de “colherzinha”. Especificamente no caso da jogada de
que vínhamos falando, ocorrida na partida sobre a qual ora discorremos, a cavadinha ocorreu fora
da área, tornando-se, portanto, uma cavadona, ou “colherona”. Dá pra perceber que foi um lindo
lance. Não obstante, se porventura o amigo leitor não compreendeu do que estamos falando, restanos perguntar se, já que não entende nada de futebol, por que cargas d´agua perde seu tempo lendo
essa linhas ou, pior ainda, tentando compreendê-las.
Dito isso, ou melhor, isso tendo acontecido, chegaram mais dois atletas, surgidos, conta a
lenda, das entranhas da terra de um lugar distante, cujos confins nem imaginávamos onde seriam.
Vimos a saber, mais tarde, tratar-se do gracioso município da louça, Campo Largo. Largo e
profundo, pelo jeito, já que instantes depois apareceram mais 3 atletas oriundos desse mesmo
recanto obscuro. De repente a quadra estava cheia. Jogadores revezavam-se, goleiros eram trocados.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
FELIZ ANO NOVO
Chegou este janeiro´
É outro janeiro.
Depois dele vem fevereiro, março, abril....
Ué!
Vai repetir tudo de novo?
Vai.
Vai começar tudo outra vez
Novas idéias
Novas esperanças
Novos planejamentos
Novos intentos
É nós, pessoal.
Estamos a viver.
Que bom, né?
Pois é, e estamos vivendo na companhia um do outro
Sem o outro, meu viver não tem sentido,
o seu viver não tem sentido.
Você que ver uma coisa?
Acabamos de festejar um monte de coisa
Vimos a parentada
Fomos apresentados a amigos de parentes que não conhecíamos
Soubemos que "não sei quem" casou
Que fulano se separou
Alguém que engravidou....
Assunto e mais assuntos
E nós não ganhamos na virada
Mas, não tem problema porque o que temos já nos basta
Alguns de nós é que não sabe disso
E amanhã, quando eu chegar ao meu trabalho, sei que vou encontrar com os Amigos do dia a dia
Podemos até não dizer
mas, sentimos saudades
Gente!
A nossa vida parece uma gravidez
Geramos pensamentos e planos, que acabam se concretizando
Alguns são abortados
Outros acabam tendo problemas e assim vão acontecendo os fatos de nossa vida.
Estou dizendo isto por que estou vivo, com saúde e com a Paz de Deus
E você que está me lendo, da mesma forma.
Penso que é isso que precisamos neste ano que se inicia.
Portanto, meus Amigos
Peço ao Criador que nos proteja e nos ilumine para que possamos continuar divulgando o Amor em 2013.
Eu quero continuar junto com todos vocês.
FELIZ ANO NOVO!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
CRÔNICA DA BOLA III
UM PAÍS CHAMADO FUTEBOL
Demorou mas saiu: o texto da nossa última eletrizante partida quase que fica para o ano que
vem. As desculpas – todas descabidas – são muitas. Primeiro, estou de férias; e cronista de férias
não escreve! Segundo, não ganhei a partida; e a história contada do ponto de vista dos derrotados
nunca teve a menor graça, não passa de choramingos daqueles que perderam a guerra. Terceiro e
mais importante, não fui ao churrasco, não bebi, não ouvi as mentiras dos cuzidos, portanto, faltava
inspiração. Isso posto, vamos aos fatos. Porque contra fatos não há filósofos que argumentem.
Parecia um dia comum, o sol brilhava e quase todos estavam atrasados. Uns poucos perdidos
foram chegando: Marcelino mostrando a chuteira nova, Carlos e Zé Paulo marcando presença, e até
o Thiago caminhando em slow motion como sempre. De repente, a surpresa: nosso querido Jefinho
aparece trajando uma farda futebolística verde, envergando no peito estufado a vontade de
participar do combate que se anunciava. Mas não era só isso. Vinha seguido de perto por um
gigante barbudo de feições um tanto quanto amedrontadoras. Seria o irmão de Jefinho, recrutado
para função de guarda-costas? Seria um clone mal clonado do Lula? Seria o ator que fez o rei
Leônidas do filme 300 depois da gripe suína?, pois ele também vestia uma camiseta do coxa. Não
era. Tratava-se, como viemos a saber depois, do representante do honorável goleiro Alexandre. Qual
seu parentesco ou nível de envolvimento amoroso-afetivo não sabemos, mas do que ninguém
duvida, dada a portentosa estatura do sujeito, é que se trata de um verdadeiro farol de Alexandria.
Valendo-se de suas habilidades hipnóticas desonestas, antes de escolhê-la como seu próprio
time, Fabião fez uma verdadeira seleção: Marlos “o dono-da-bola-perdida” (vulgo “homem de uma
bola só”); Zé Paulo, o “volante- moderno-que-defende-e-ataca-não-necessariamente-nessa-mesmaordem”;
Thiaguinho “aaaaaqueeeeeleeee beeeeemmm veeeelooooozzz
zzzzzzzzZZZZzzzzzzzzzzzzzZZZz”; Sr Wilson, “o náufrago” e maior goleador do time sueco na
copa de 58 (vulgo “gigante albino”).
Já nosso pobre time contava como este que vos fala; mais o Carlos com tendinite aguda e o
Marcelino semi-alcoolizado; ainda o Jefinho estacionado dentro do gol do Fabião e a toda hora
sofrendo pênaltis não marcados; tínhamos o habilidoso Robinho, é fato, mas quase que só, além do
gigante barbudo da perna-de-pau (até aquele momento ninguém sabia quem era ele, o quê era ele e
de onde vinha!, seria um espião da SEED?). Alexandre só chegou bem depois.
Todos à postos, rolou-se a pelota. No primeiro lance Jefinho quase estufou as redes. Mas
conversa-vai-e-conversa-vem, começamos a levar gols. Muitos gols. Gols fáceis, gols difíceis, gols
de qualquer jeito, gols que nem sei dizer, gols que não acabavam mais. Fazíamos um e levávamos
três.
Nos ressentimos da falta do grande mineiro Newton, vulgo Santos, “a enciclopédia”, porque
de bola ele sabe tudo (só não sabe o caminho do estádio), cujo paradeiro resumiu-se em localização
incerta e não sabida. E dá-lhe saraivada, já estava sete a zero.
Foi quando o milagre aconteceu. Jefinho tocou com perfeição e a bola arrebentou nos braços
exageradamente abertos do zagueiro-engenheiro. Em seu favor, ele não teve culpa. Mas regra é
regra. Bola na marca da cal, Jefinho aponta pra fora e quase destrói a parede da cancha. Perdemos
uma grande chance de diminuir o humilhante placar. Mas serviu como motivação. Mais alguns
minutos e a bela torcida feminina composta exclusivamente pela pequena Soraya estaria explodindo
de paixão ao presenciar o mais belo gol cagado da história desse brasilzão de meu Deus: Marcelino
Romarinho chutou a bola fora do alcance de Fabião que se estatela no gramado; enquanto tenta
desentortar sua pobre coluna cervical, o goleiro sente a mesma sendo atingida pela bolada que lhe
agride os fundilhos; a bola havia acertado a trave, sua nuca, escorreu pelas costas e caiu pela
retaguarda até romper a linha de gol. Não fôssemos ateus em matéria de futeba – que Deus não se
mete nessas ninharias, diríamos que foi esse o verdadeiro gol espírita. Diz a lenda que Fabião ainda
está lá tentando calcular toda física envolvida. Nisso o Alexandre chegou e não tomamos mais gols.
Marcelino ainda aprontou outra: um belíssimo gol de “carcanhá” em cima do nobre Marlos,
cujo destino parece ser irremediavelmente o de servir de massa-de-manobra para satisfazer os
desejos egoístas do Fabião que nessas alturas, mais uma vez, abandonava o gol aos cuidados do
esforçado, porém não capacitado, pequeno engenheiro. Uma investigação mais apurada ainda
descobrirá, tardiamente, que Marlos é, na verdade, professor. Engenheiros trabalham menos e
ganham mais; professor é como ele: se esforça, se empenha, ajeita o meio-de-campo, sustenta na
defesa, parte para o ataque. Quando joga bem ninguém se lembra, quando joga mal ninguém
esquece. Abandona a SUDE rapaz. Isso até lembra o comercial: vem pra APP você também, vem!
Falando disso, tanto esforço de nossa parte, tanta correria, tantos gols. De nada adiantou:
perdemos por um a zero. Pelo menos o Marcelino aceitou sair de campo derrotado por esse magro
placar e deixar a quadra para os próximos jogos da noite que já adentrava. Isso mesmo, ficamos
jogando por mais de uma hora e meia, até empatar. Mesmo assim não deu. Mas valeu.
Talvez seja o natal, não sei. O certo é que esse jogo me comoveu, gostei de ver o Marcelino
pulando feito criança ao marcar aquele golaço (seria efeito da cachaça?). Não teve quem não sorriu.
E ver o Jefinho chutando igual ou melhor do que nós (o que, convenhamos, nem é tão difícil assim),
sem pieguice, é de emocionar. O garoto é dos nossos. E de certa forma somos todos irmãos, pois de
um jeito ou de outro, nós todos somos os filhos de um país que bem poderia se chamar “Futebol”.
Chega de crônicas, estou de férias! Semana que vem tem mais.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
FELIZ NATAL!
Olá Amigos!
E aí,
Uma Mulher atravessou montanhas e foi visitar uma Prima.
Chegando lá,
a Prima falou: "Nossa que visita boa"!
Mas, espere aí, você está grávida?
E a Mulher respondeu: "Estou atendendo a um pedido de Deus.
A Prima, que também estava grávida respondeu: "Bem dita és tu entre as Mulheres".
Bem Amigos,
Vocês sabem essa História, não é?
A Mulher é Maria, Mãe de Jesus;
A Prima é Izabel, Mãe de João Batista.
E o que foi que aconteceu?
No dia 25 de dezembro, nasceu o Menino Jesus, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Estão percebendo que tudo aconteceu numa visita em Família e que as Mulheres comandaram o assunto.
É por isso, que dizemos até hoje: VOU NA CASA DE MINHA MÃE.
Lá a comidinha é sempre boa e sempre é uma festa a nossa visita.
Desejo neste Natal a todos meus Amigos, que façam boas visitas a seus familiares.
E festejem com o coração o nascimento de Jesus.
Maria e José estarão sempre nos abençoando e nos protegendo.
Assim também, como o meu Pai (Raimundo) e minha Mãe (Eunice) ficarão felizes com a visita da minha família de logo mais.
Eu desejo que todos vocês estejam felizes também.
Para os papais e mamães, que já não estão mais conosco, nossas orações é o meio de contato e que com certeza eles devolverão o carinho das orações em proteção eterna.
Vamos churrasquear!
Vamos comemorar!
Vamos celebrar mais um bom momento de nossas vidas!
Vamos creditar pontos positivos na conta corrente de nossas boas ações.
Que se transformaram em felicidades.
Abrace aquele parente ou amigo distante, não só pelos quilômetros, mas por alguma bobagem da vida, que o fez distante
Estamos com saúde!
Estamos felizes!
Então demos VIVA!
a vida.
Feliz Natal, Meus Amigos!!!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
CRÔNICA DA BOLA II
O Dilúvio
Diz a lenda que Noé levou para a segurança e marasmo de sua espantosa arca um
casal de cada animal; então o céu se fechou e choveu torrencialmente por 40 dias e 40 noites
após os quais o mundo, depois de enxuto, foi exageradamente repovoado. Quando, como, e
“se” realmente tudo isso aconteceu jamais saberemos. O que podemos afirmar com certeza
é a fome de bola dos “nucleicos” atletas que não mediram esforços para entrar em quadra
mesmo após o forte temporal que se abateu sobre nossas cabeças na última sexta-feira.
Ficamos desfalcados pelas desistências do gladiador Carlos e do meticuloso Zé Paulo (as
alegações vão desde “sapatos incompatíveis com o piso” - pois jogaríamos futsal em vez de
futebol sintético até “eu era neném, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim” e não
queremos derreter na chuva). Porém, ganhamos um nobre reforço vindo direto das
masmorras da SEED: Sr. Wilson, o incansável. De resto um cara que joga de blusa.
Com metade dos times jogando escondido de medo de ser descoberto usando
chuteiras para sintético na quadra de futsal, deu-se o embate. Logo nos minutos iniciais
ficou clara a dificuldade: Fabinho corria, a bola ganhava; Fabão se contorcia, mas a bola não
dominava; Marlos ziguezagueava, ciscava, de nada adiantava; Alessandro espalmava, mas o
passe não chegava; Newton reclamava – estaria errada a lei da gravidade do seu próprio
xará? A culpa era da bola, só podia. Mas se assim fosse, como é que o Robinho corria,
tocava, driblava, e driblava, e driblava? Ah, meus 15 aninhos, que saudades que eu tenho da
aurora da minha vida, da minha infância querida, agora que as cãibras não me largam mais!
Somos boleiros, temos habilidade, temos estilo, somos craques. A culpa é da idade.
Falando em molecada, eis que surge um momento de descanso em meio a correria
desordenada de sempre: “tá lá um corpo estendido no chão!” E é de ninguém mais ninguém
menos do que o Thiaguinho, o nosso último baluarte de inocência, nosso último bastião de
juventude e frescor, aquele que deveria ser o nosso exemplo do corpo perfeito, o cara
sarado, a energia da primeira idade, a criança do núcleo. Ledo engano, pois nesse exato
momento de que vínhamos falando lá está o pobre protocolando uma chamada ao SIATE,
uma “massaginha” nas virilhas, um pouco d´agua, um abanador, ao menos um minuto de
imóvel descanso. E nisso mancava de dor.
Foi aí que deu-se o inusitado. Fabião fez as honras, convidando a delicada Soraya
para suprir com galardia a vaga do pobre contundido. Ninguém concordou, ninguém disse
não. Quando nos demos conta havia uma criatura do sexo feminino em quadra, uma
legítima representante do sexo oposto e ali, à mercê das trombadas, dos chutões, dos
encontrões, dos empurrões, das bicudas e caneladas que, a bem da verdade, nenhum de nós
teve coragem para ousar levar a cabo. Ninguém exceto ela mesma! Nunca vi uma mulher
mais “bicudera”. Soraya não sabe correr, nem chutar, nem se posicionar, mas joga com raça:
chuta a bola, chuta a trave, chuta a gente. Se errou a bola algumas vezes, não teve
importância, pois não perdeu a viagem – que o digam as pobres canelas adversárias. Lorena
ou Soraya, quem poderá dizer? De fato está mais pra CARLA! Por isso, em verdade, vos
digo: “somos homens, somos jogadores, temos raça, temos culhões, somos machões com
CH maiúsculo, mas não somos de ferro”. Semana que vem eu imploro para que a deixam no
banco ou, pelo menos, que nos sejam fornecidos equipamentos completos de segurança
como capacetes, caneleiras, coquilhas, protetor auricular, óculos, luvas e botas de borracha.
Finalizo este singelo texto destacando alguns dos números finais do evento:
• o time do Marcelino Romarinho ganhou duas partidas (números não oficiais,
passíveis de erro e/ou alterações);
• Marcelino foi o artilheiro do dia com 4 gols (que só ele viu);
• Entre os 3 passes de calcanhar que o Marcelino disse que deu e o fim do mundo no
dia 21, o que é mais fácil de acreditar?;
• Duas jogadas incríveis de Marcelino, encobrindo o goleiro (essas eu vi e
testemunho!);
• Passes soberbos, perfeitos e milimétricos de Marcelino para golaços de Marlos;
• 60 reais pelo aluguel da quadra;
• 5 reais pela locação da bola;
• 2847398549547895643 dólares que o Marcelino vai me pagar pelo benefício da
dúvida – tais como o chupa-cabras e a torcida paranista, sobre os lances dele acima
citados aplica-se a seguinte observação: “dizem que existe, mas ninguém nunca
viu”. Sem mais.
Autor
- Meu Amigo Fabinho
Assinar:
Postagens (Atom)